27 de março de 2010

Néctar

bebo
da tua seiva
até não mais poder

sinto que
agora
já posso
morrer

mas esse veneno
não mata:

só me faz
querer,
querer,
querer...

13 comentários:

  1. " Ah, bruta flor do querer.. "

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  2. O desejo é mesmo uma coisa doida.
    Insaciável.

    Legal!

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  3. Veneno de fino safra hein. Abraço.

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  4. Acho que título deste poema deveria ser "néctar" :) Bom domingo, JF! Beijo!

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  5. Se matar pudesse ter sentido o querer acabaria hoje. Abs meu caro!

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  6. A paixão tem dessas coisas. Vicia e não mata. (Até que se ultrapassem os limites e envenene por falta de amor).

    Adorei seu canto.

    beijomeu

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  7. Lembra muito Lucia e o Sexo, de Julio Medem. Aquele ar muitas vezes respirado. Aquela sede indelével. Ótimo ritmo. Deu uma dinâmica própria das poesias verdadeiras.

    Abraços!

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  8. E o que não mata, endoida :)
    Desculpa, não resisti.

    Beijo!

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  9. Nectar ficou perfeito. Mas cuidado com a glicemia, hem. :) Abraço!

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