4 de novembro de 2010

Tarde

gosto de, à tarde, te ver caminhar

como quem se esquece
ao sabor do vento

parece até
que os delicados pés
nem tocam o chão

por um momento
leve brisa no sertão

desprendimento

7 comentários:

  1. uma vez escrevi um troço que o seu poema me fez lembrar:

    A vida não tem nenhuma novidade.

    Eu canto, disparo tiros,
    Desejo ser estranho
    Como nunca fui aos seus olhos.

    Ando por calçadas breves
    Desconexas da grama lá de fora
    Que me fariam respeitar placas de aviso
    Se você ao menos deixasse meus pés tocar o chão.


    parabéns J.F.

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  2. poema de ventania, com gosto de levitar


    abraço

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  3. nos pequenos gestos, tanta leveza ( e beleza). nos pequenos poemas também. Abraço!

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  4. Bonito isso, (an)dança.

    Beijo! =)

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  5. Quando nossos olhos vêem essa palavra cativa: vid'amor, a alma levita.

    Um beijo

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  6. Foci imaginarii.

    Ann Nothing lhe aguarda!
    Abz.

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  7. Isso precisa de uma trilha sonora:
    http://www.youtube.com/watch?v=YAvnOWc5uD0&feature=related

    =)

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