Buenas pessoal!!
Antes do poema, quero deixar aqui um grande abraço para meu grande irmão Fejones, e valeu pelo convite para o blog!!!
E que eu faça por merecer, é claro hehe
------------------------------------------------
"As vezes penso que sei
qual seria o remédio
Talvez fosse alguma bebida
talvez... algum mistério?¿
Mas esbarro em barreiras
palavras que não querem ceder
me perco entre prédios
dia e noite sem perceber...
e minhas rimas são falhas
como a vida que estou a viver
mas as falhas são minhas
só minhas, coisas que fogem
correm do controle
nem mesmo eu (quem dera você) poderia vencer..."
11 de dezembro de 2006
6 de dezembro de 2006
Poesiaça
Pessoas!
Mais uma obrada-prima que brotou da embriaguez de 10 poetas que se contaram 9! =P
Apreciem!
(Com ou sem moderação? Sei lá! Problema seu, porra!!!)
Manguace-me, poeta das bandejas
entorpeça-me coa plenitude deste momento
[despretensioso e etéreo
etílico
que prova, mais a mais, de modo empírico
que o rebento
em grupo é aéreo e lírico
traga o copo, traga a realidade
sua fuga
transubstancie ternura etílica, diga!
traguemos deste ar, deste espírito
delírios, ilusões, doideiras híbridas
tracemos nesse mapa o nosso vôo
incrivelmente lúcidos e lúdicos.
Vertamos as lágrimas
de alegria
que lavam a cidade da mundície
E essa dormência, poeta das bandejas
é o que em nós se almeja.
Mais uma obrada-prima que brotou da embriaguez de 10 poetas que se contaram 9! =P
Apreciem!
(Com ou sem moderação? Sei lá! Problema seu, porra!!!)
Manguace-me, poeta das bandejas
entorpeça-me coa plenitude deste momento
[despretensioso e etéreo
etílico
que prova, mais a mais, de modo empírico
que o rebento
em grupo é aéreo e lírico
traga o copo, traga a realidade
sua fuga
transubstancie ternura etílica, diga!
traguemos deste ar, deste espírito
delírios, ilusões, doideiras híbridas
tracemos nesse mapa o nosso vôo
incrivelmente lúcidos e lúdicos.
Vertamos as lágrimas
de alegria
que lavam a cidade da mundície
E essa dormência, poeta das bandejas
é o que em nós se almeja.
2 de dezembro de 2006
Tamo de volta, porra!!!
Pessoas!!!
A partir de agora, considera-se reaberto o EscúchamePorra!!! Versão revista e atualizada!!!
Também quero dar as boas-vindas ao meu grande amigo Andrew Albuquerque, que passa a ser meu parceiro-de-blog, vai me ajudar a manter isso sempre revisto e atualizado!
Por fim, vamos ao que poderia ser interessante neste espaço: os escritos!!!
Hoje, deixo a vocês este...
POEMA A NOVE MÃOS
Nove mãos de poetas boêmios em ação! Este é um dos resultados do encontro de André Lasak, Czarina das Quinquilharias, Marla "Vlap!" de Queiroz, Leandro Jardinal, Elaine Lemos, Keila Sgobi, Octavius Roggierus III, Sandra Souza, TakRen e Fejones --este que vos escreve-- com a Poesia e a Boemia!
(Nós tínhamos um trato: todos nós que participamos da bagunça deveríamos ter postado este escrito na última 4ª... E justo o Fejones tem que quebrar a corrente... Mas isso não importa!)
Confiram!
A chuva cessou
No peito alegre da menina
Triste
Mas as poças ficaram
Nas moças coisas ficam
Espelhando o novo céu que se abre
Espalhadas pelo chão, nesgas e nuvens
Que refletem mais que meu rosto
Desgosto, dizem, infiéis tormentas
Lamentos pelo caos que a tempestade
Deixou
Tantas rachaduras no asfalto
Tantas poças inspiradas pela chuva
Que o mundo escorrem
E escorrem...
Por dedos descuidados
Por vidas que se correm
Nos tempos que nos morrem
Pra chovermos noutras bandas
Umidade do mundo, por onde andas?
A todos que vinham até aqui doidos para ver uma tela diferente daquela com o aviso de "em manutenção", aos que sempre me cobraram pra voltar com o blog... Obrigado por insistirem! Espero poder dar conta da responsa! Vamos seguir em frente co EscúchamePorra de novo!
Abraços!
A partir de agora, considera-se reaberto o EscúchamePorra!!! Versão revista e atualizada!!!
Também quero dar as boas-vindas ao meu grande amigo Andrew Albuquerque, que passa a ser meu parceiro-de-blog, vai me ajudar a manter isso sempre revisto e atualizado!
Por fim, vamos ao que poderia ser interessante neste espaço: os escritos!!!
Hoje, deixo a vocês este...
Nove mãos de poetas boêmios em ação! Este é um dos resultados do encontro de André Lasak, Czarina das Quinquilharias, Marla "Vlap!" de Queiroz, Leandro Jardinal, Elaine Lemos, Keila Sgobi, Octavius Roggierus III, Sandra Souza, TakRen e Fejones --este que vos escreve-- com a Poesia e a Boemia!
(Nós tínhamos um trato: todos nós que participamos da bagunça deveríamos ter postado este escrito na última 4ª... E justo o Fejones tem que quebrar a corrente... Mas isso não importa!)
Confiram!
A chuva cessou
No peito alegre da menina
Triste
Mas as poças ficaram
Nas moças coisas ficam
Espelhando o novo céu que se abre
Espalhadas pelo chão, nesgas e nuvens
Que refletem mais que meu rosto
Desgosto, dizem, infiéis tormentas
Lamentos pelo caos que a tempestade
Deixou
Tantas rachaduras no asfalto
Tantas poças inspiradas pela chuva
Que o mundo escorrem
E escorrem...
Por dedos descuidados
Por vidas que se correm
Nos tempos que nos morrem
Pra chovermos noutras bandas
Umidade do mundo, por onde andas?
A todos que vinham até aqui doidos para ver uma tela diferente daquela com o aviso de "em manutenção", aos que sempre me cobraram pra voltar com o blog... Obrigado por insistirem! Espero poder dar conta da responsa! Vamos seguir em frente co EscúchamePorra de novo!
Abraços!
30 de julho de 2006
Por que razão?
Homens não voam
por inúmeras razões
que os prendem ao chão...
Não perca a cabeça hoje! Nem amanhã, nem depois... Visite-as!
por inúmeras razões
que os prendem ao chão...
Não perca a cabeça hoje! Nem amanhã, nem depois... Visite-as!
18 de julho de 2006
Escúcha mi cabeza
Povos que acessam este blog:
A cabeça deste que vos escreve está sendo enxertada num blog que tem outras 6 cabeças! (6 cabeças brilhantes, aliás!)
Não, não é uma aberração! Não, não é assustador! Nunca se poderia imaginar que um ser de 7 cabeças fosse tão... Maravilhoso!
A propaganda está feita! Convido a todos que visitam este blog para visitarem o Blog de Sete Cabeças! A cada dia da semana, uma cabeça se manifesta! A minha se manifesta às quintas-feiras! (Mas, sinceramente, lhes aconselho a visitar mais as outras cabeças também! Elas são fueda!!!)
Ah! Por conta de meu compromisso com o Blog de Sete Cabeças, as atualizações do EscúchamePorra serão beeeeeeeeem meeeeeeeenos freqüeeeeeeeeeeentes... Pra quem gosta das doidêras que eu escrevo, digo que vou aparecer com mais freqüência lá no Blog de Sete Cabeças! Visitem!
Aguardo a todos lá!
Fui!
E você? Já parou pra escutar uma das cabeças hoje?
A cabeça deste que vos escreve está sendo enxertada num blog que tem outras 6 cabeças! (6 cabeças brilhantes, aliás!)
Não, não é uma aberração! Não, não é assustador! Nunca se poderia imaginar que um ser de 7 cabeças fosse tão... Maravilhoso!
A propaganda está feita! Convido a todos que visitam este blog para visitarem o Blog de Sete Cabeças! A cada dia da semana, uma cabeça se manifesta! A minha se manifesta às quintas-feiras! (Mas, sinceramente, lhes aconselho a visitar mais as outras cabeças também! Elas são fueda!!!)
Ah! Por conta de meu compromisso com o Blog de Sete Cabeças, as atualizações do EscúchamePorra serão beeeeeeeeem meeeeeeeenos freqüeeeeeeeeeeentes... Pra quem gosta das doidêras que eu escrevo, digo que vou aparecer com mais freqüência lá no Blog de Sete Cabeças! Visitem!
Aguardo a todos lá!
Fui!
E você? Já parou pra escutar uma das cabeças hoje?
11 de julho de 2006
Decidi caminhar (As areias)
Esse é 1 escrito de tempos atrás... Tava no meu antigo blog... Me bateu saudades dele... E, então, estou publicando-o aqui!
Apreciem!
Decidi caminhar
Afinal, nessa vida, todos caminham
Caminho pelas dunas de areia
Em meio a uma tempestade
Contra ela
Quero seguir em frente
Não vou parar
Não posso ficar
perdendo tempo parado
- Por quê?
Porque já fiquei parado por aqui
E não é bom
Por isso
Decidi caminhar
Decidi caminhar
Não é fácil caminhar
com areia nos olhos
E nos ossos
Um castelo de areia
É isso que eu sou
Mas as tempestades
Que serviam
para que me formassem
e me moldassem
Começaram a me deformar
Um monte de areia disforme
Pois não há mais ninguém
para me moldar
Se eu parar por aqui
Volto a ser um monte de areia
Do pó ao pó
Mas não acabou ainda
Decidi caminhar
Decidi caminhar
Novamente
Contra a tempestade
Mas
várias vezes
o cansaço me venceu
E eu parei pra descansar
Chega uma hora
Que a gente sente o desgaste
Parei
E, quando volto a caminhar,
percebo
que estou perdido
Tento achar um indício
de onde estou
Mas pra onde quer que eu olhe...
Só vejo areia
Não há nada
Nem ninguém
Pra onde vou?
Acho que vi alguma coisa
- Por ali!
Um vulto
Alguém que caminhava
em meio a tempestade
Caminhava contra ela
Assim como eu
- Não consigo alcançar!
Tentei gritar...
Quase morri de tanta areia que engoli
E não me ouviram
E aí?
Espero outra calmaria?
Afinal...
Depois da tempestade,
sempre há calmaria...
...E depois da calmaria, mais tempestade...
- Não! Vou caminhar!
Decidi caminhar
Até a tempestade passar
E a tempestade passou
Agora posso tirar
a areia dos olhos
Mas não dos ossos
Agora eu posso ver claramente
Mais areia...
E mais areia...
Areia...
Areia, areia, areia...
Mas... - O que vejo???
Pessoas...
Pessoas, pessoas, pessoas...
Mais pessoas...
E mais pessoas...
Não estou mais sozinho!(?)
- Saudações a todos!!!
...
???
...
- Olá! Me ajudem!
...
...
Será que os povos não querem me ajudar?
Muitos seguem sem me dar atenção...
Acho que estão com areia nos ouvidos
Outros estão ocupados
Tirando a areia dos olhos
Alguns voltam sua atenção
Poucos
E alguns dos poucos
Tornam suas atenções ao seu próprio caminho
As areias corroeram
os pensamentos dessas pessoas - Só pode!
Não se comovem com a súplica de alguém
Não se importam
com pessoas
Só com a areia
Não vêem
Não ouvem
Não pensam
em nada
Senão areia
Estão quase que lado-a-lado com outros semelhantes
Mas só querem seguir o seu próprio caminho
Só querem continuar
Pra não ter que ver
Ouvir
Pensar
Mais areia...
Por isso
Elas decidiram caminhar
Sem se importar
com quem está atrás
ou na frente
Sem se importar com mais nada
Decidi caminhar
Poque há esperança
Há gente disposta a me ajudar
Estavam exaustos
Assim como eu
Paramos todos
e nos juntamos
Trocamos experiências
Conversamos sobre a jornada
Alguns não falavam muito a respeito
(Eu, por exemplo)
Outros, não se incomodavam com isso
Dentre esses
Tinha quem não se lamentasse
Tinha quem se frustrasse
Tinha quem fizesse piada
Tinha quem se irritasse com as piadas
Tinha quem achava válido tudo isso
Tinha quem não entendia mais o que estava fazendo
Tinha quem ficasse aliviado
Tinha quem pensasse no que vem depois
E se desanimava
Ou se animava
Ou desdenhava
Não importava
Todos estávamos ali
Nas mesmas dunas de areia
Na mesma jornada
Talvez
com expectativas diferentes,
com objetivos diferentes
Mas estávamos juntos
E decidimos:
Juntos iríamos continuar
Decidi caminhar
Caminhar junto dessas pessoas
Que ouviram
E viram
Toda a areia de que sou feito
Juntos iríamos caminhar
Até que a morte,
a sorte,
o destino,
o objetivo,
as miragens,
as bobagens,
a próxima tempestade,
as tempestuosidades,
os temperamentos,
os ímpetos,
as diferenças...
Até que as areias nos separassem
Juntos decidimos caminhar
Decidi caminhar
junto deles
Mas a tempestade chegou
Eu não tinha percebido
que havia tempestade se aproximando
Farreamos demais
Paramos
Enquanto outros achavam melhor seguir
- Queríamos aproveitar esse momento...
Mas agora veio a tempestade
Só vemos areia
Ainda vemos nossos vultos
Alguns se perdem
Tentamos procurar...
- Nada! Só areia!
Seguimos como podemos
Tentando ficar juntos
Além das areias em nossos ossos
agora, há a areia trazida
pela tempestade
- Vai ser difícil! Mas temos que resistir a ela!
- Resistiremos se ficarmos todos juntos!
Continuamos juntos
Nos ajudando
Não deixando ninguém desanimar
Não nos deixando abater
Continuamos juntos
até onde deu...
A vida - e não a morte
nos separou
Cada um seguia
Agora
O seu caminho de areia
Só me dei conta disso
Quando cansei...
Caí...
E vi
que não havia ninguém
pra me levantar...
Só areia...
Cansei!
Caí!
Mas me levantei
E decidi continuar
Decidi caminhar
- É sempre a mesma coisa...
Depois de cair
e me dar conta
de que estou sozinho
Decidi caminhar
- É sempre a mesma coisa...
Ando, paro
Vejo tempestades, calmarias...
E mais areia!
Poderia parar
e me tornar areia também...
Mas decidi caminhar assim mesmo
Pode ser
que eu encontre algo
além dessas dunas
Algo que não seja areia
- Não é possível que só haja areia!
Não quero acreditar
que viemos da areia
só pra acabar em areia...
- Deve haver algo mais...
É esse algo mais que eu busco
Algo mais além das areias
Que cobrem a tudo
e a todos
De pessoas que foram além das areias
Nunca ouvi falar...
Vi várias pessoas
serem engolidas pela areia
para se tornarem areia...
- Mas comigo há de ser diferente!
- Vou chegar além das areias!
Então, decidi caminhar
Até as areias me pararem...
Apreciem!
Decidi caminhar
Afinal, nessa vida, todos caminham
Caminho pelas dunas de areia
Em meio a uma tempestade
Contra ela
Quero seguir em frente
Não vou parar
Não posso ficar
perdendo tempo parado
- Por quê?
Porque já fiquei parado por aqui
E não é bom
Por isso
Decidi caminhar
Decidi caminhar
Não é fácil caminhar
com areia nos olhos
E nos ossos
Um castelo de areia
É isso que eu sou
Mas as tempestades
Que serviam
para que me formassem
e me moldassem
Começaram a me deformar
Um monte de areia disforme
Pois não há mais ninguém
para me moldar
Se eu parar por aqui
Volto a ser um monte de areia
Do pó ao pó
Mas não acabou ainda
Decidi caminhar
Decidi caminhar
Novamente
Contra a tempestade
Mas
várias vezes
o cansaço me venceu
E eu parei pra descansar
Chega uma hora
Que a gente sente o desgaste
Parei
E, quando volto a caminhar,
percebo
que estou perdido
Tento achar um indício
de onde estou
Mas pra onde quer que eu olhe...
Só vejo areia
Não há nada
Nem ninguém
Pra onde vou?
Acho que vi alguma coisa
- Por ali!
Um vulto
Alguém que caminhava
em meio a tempestade
Caminhava contra ela
Assim como eu
- Não consigo alcançar!
Tentei gritar...
Quase morri de tanta areia que engoli
E não me ouviram
E aí?
Espero outra calmaria?
Afinal...
Depois da tempestade,
sempre há calmaria...
...E depois da calmaria, mais tempestade...
- Não! Vou caminhar!
Decidi caminhar
Até a tempestade passar
E a tempestade passou
Agora posso tirar
a areia dos olhos
Mas não dos ossos
Agora eu posso ver claramente
Mais areia...
E mais areia...
Areia...
Areia, areia, areia...
Mas... - O que vejo???
Pessoas...
Pessoas, pessoas, pessoas...
Mais pessoas...
E mais pessoas...
Não estou mais sozinho!(?)
- Saudações a todos!!!
...
???
...
- Olá! Me ajudem!
...
...
Será que os povos não querem me ajudar?
Muitos seguem sem me dar atenção...
Acho que estão com areia nos ouvidos
Outros estão ocupados
Tirando a areia dos olhos
Alguns voltam sua atenção
Poucos
E alguns dos poucos
Tornam suas atenções ao seu próprio caminho
As areias corroeram
os pensamentos dessas pessoas - Só pode!
Não se comovem com a súplica de alguém
Não se importam
com pessoas
Só com a areia
Não vêem
Não ouvem
Não pensam
em nada
Senão areia
Estão quase que lado-a-lado com outros semelhantes
Mas só querem seguir o seu próprio caminho
Só querem continuar
Pra não ter que ver
Ouvir
Pensar
Mais areia...
Por isso
Elas decidiram caminhar
Sem se importar
com quem está atrás
ou na frente
Sem se importar com mais nada
Decidi caminhar
Poque há esperança
Há gente disposta a me ajudar
Estavam exaustos
Assim como eu
Paramos todos
e nos juntamos
Trocamos experiências
Conversamos sobre a jornada
Alguns não falavam muito a respeito
(Eu, por exemplo)
Outros, não se incomodavam com isso
Dentre esses
Tinha quem não se lamentasse
Tinha quem se frustrasse
Tinha quem fizesse piada
Tinha quem se irritasse com as piadas
Tinha quem achava válido tudo isso
Tinha quem não entendia mais o que estava fazendo
Tinha quem ficasse aliviado
Tinha quem pensasse no que vem depois
E se desanimava
Ou se animava
Ou desdenhava
Não importava
Todos estávamos ali
Nas mesmas dunas de areia
Na mesma jornada
Talvez
com expectativas diferentes,
com objetivos diferentes
Mas estávamos juntos
E decidimos:
Juntos iríamos continuar
Decidi caminhar
Caminhar junto dessas pessoas
Que ouviram
E viram
Toda a areia de que sou feito
Juntos iríamos caminhar
Até que a morte,
a sorte,
o destino,
o objetivo,
as miragens,
as bobagens,
a próxima tempestade,
as tempestuosidades,
os temperamentos,
os ímpetos,
as diferenças...
Até que as areias nos separassem
Juntos decidimos caminhar
Decidi caminhar
junto deles
Mas a tempestade chegou
Eu não tinha percebido
que havia tempestade se aproximando
Farreamos demais
Paramos
Enquanto outros achavam melhor seguir
- Queríamos aproveitar esse momento...
Mas agora veio a tempestade
Só vemos areia
Ainda vemos nossos vultos
Alguns se perdem
Tentamos procurar...
- Nada! Só areia!
Seguimos como podemos
Tentando ficar juntos
Além das areias em nossos ossos
agora, há a areia trazida
pela tempestade
- Vai ser difícil! Mas temos que resistir a ela!
- Resistiremos se ficarmos todos juntos!
Continuamos juntos
Nos ajudando
Não deixando ninguém desanimar
Não nos deixando abater
Continuamos juntos
até onde deu...
A vida - e não a morte
nos separou
Cada um seguia
Agora
O seu caminho de areia
Só me dei conta disso
Quando cansei...
Caí...
E vi
que não havia ninguém
pra me levantar...
Só areia...
Cansei!
Caí!
Mas me levantei
E decidi continuar
Decidi caminhar
- É sempre a mesma coisa...
Depois de cair
e me dar conta
de que estou sozinho
Decidi caminhar
- É sempre a mesma coisa...
Ando, paro
Vejo tempestades, calmarias...
E mais areia!
Poderia parar
e me tornar areia também...
Mas decidi caminhar assim mesmo
Pode ser
que eu encontre algo
além dessas dunas
Algo que não seja areia
- Não é possível que só haja areia!
Não quero acreditar
que viemos da areia
só pra acabar em areia...
- Deve haver algo mais...
É esse algo mais que eu busco
Algo mais além das areias
Que cobrem a tudo
e a todos
De pessoas que foram além das areias
Nunca ouvi falar...
Vi várias pessoas
serem engolidas pela areia
para se tornarem areia...
- Mas comigo há de ser diferente!
- Vou chegar além das areias!
Então, decidi caminhar
Até as areias me pararem...
4 de julho de 2006
A primeira bifurcação
Buscar a união
ou pensar somente em si?
Construir ou destruir?
Eis a primeira bifurcação...
ou pensar somente em si?
Construir ou destruir?
Eis a primeira bifurcação...
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