14 de janeiro de 2008

Azul-petróleo

Depois de uma bela terça-feira bebendo com alguns amigos... Saiu isso aqui da galera, ó:


  Todas as pessoas são azuis?

  Mas... Como?
  Serão mesmo?
    Eu sinto uma cor... A cara de outra... A moeda perdida em meras mesas palavriais, mordiscadas, sem mitos, é água de reuso... Tome-a, liquide-se sobre goles distintos, incomparáveis em teu copo cheio de espumas linguais.

Eu não sei,
eu não me importo
Bêbados são bêbados
em qualquer lugar
Que sejam cães azuis
ou perequitos verdes
Que seja, outro copo,
cerveja
É tudo mijo amarelo
Mijo, mijo mesmo!
Mijo, fezes...
      marrom...
Tudo o que fazemos
Para que nascemos?
Para nos fodermos
E os cães são tão azuis
quanto as violetas?
Não sei. Talvez haja pus
nas feridas e borboletas.
Feridas atendidas pelo SUS
Ardentes como cometas
E eu tô com um
soluço que é
FODA!

12 de dezembro de 2007

Vinho Instinto

Depois de umas (várias) taças de vinho
na cabeça
misturadas
com todo o stress de mais um dia de trabalho
todo o ódio acumulado em mim

Vinha um instinto maldito
Destrutivo

Já visualizava os pedaços de vidro na parede

Quando algo me deteve

Não! Não vou fazer isso!
Não vou destruí-la!
Me está sendo muito útil...


Não vou destruir
o que me é útil!!!


Será que é tão difícil entender isso?

26 de novembro de 2007

E mais um grito não se ouviu

E mais um grito não se ouviu
Quis gritar
de indignação
de raiva
de puro ódio
outro dia
Quis gritar
sozinho
Mas não queria me fazer ouvir
Apenas queria liberar um demônio
que se apossava de mim
Talvez, só quisesse que os céus me ouvissem
Mas me contive
e o sufoquei
Matei o grito antes que o ouvissem
Mas ele não morreu
Se transformou num sussurro tímido
Virou poesia

30 de outubro de 2007

garota, tenho apenas uma pergunta,
e dois segredos
pra te contar...
foi você quem fez essa goiabada que acabo
de comer com tanto gosto?

Eu odeio goiabada com queijo...
... e eu te amo.

28 de outubro de 2007

Então tá

Então tá
Se
tão já
não dá
Então
não

Então vá
Então adeus
Adeus, não, vá...
Até mais, então...

1 de outubro de 2007

Bem mais que sete...

Pessoas!

Olha só o que eu encontrei entre os rascunhos do EscúchamePorra!
Esse é bem antigo... E nem sei como foi que eu não o havia tornado público aqui antes...

Apreciem!


E pensar
que esse Mar
é bem maior...
(Não que eu seja um exímio navegador, mas...)
Há muitos mares que eu já percorri:
Mares que me fazem bem,
que me trazem paz...
Mares que eu sinto prazer de visitar...
Mares que acabam em praias paradisíacas.
Mares revoltados, tempestivos,
que eu cismo em querer desbravar...
Sinto que estes escondem
as melhores paisagens...
Há mares
pelos quais preciso
voltar a viajar...
E há tantos outros mares
a desvendar...
Me voltei pra algo importante!
Voltei a perceber:
É preciso navegar!
Navegar nesse mar
impreciso...
Pois viver
não é nada preciso...
É preciso viver!
Viver no meio desse mar,
desse povo
indeciso...
E é preciso saber
que só basta agir,
navegar,
viver...
Nada mais é preciso!
Agradeço aos céus por ter
ao meu alcance
todos esses mares
- com certeza,
bem mais que sete...
Sou feliz
porque existe o Mar
pra me levar sem rumo
e dar rumo à minha vida...
E pensar
que esse Mar
é bem maior...
escrito em 26 de setembro de 2005